quarta-feira, 24 de julho de 2013

TOQUE NAGÔ 
NO ILÊ AIRÁ AXÉ ELOIÁ


FESTA SAIDÁ DE YAÔ

XANGÔ (ITAN)




         Xangô foi o 3º alafin de oyó, rei de oyó, xangô foi criado nos pais de sua mãe, indo mais tarde para kossô, o povo não o aceitou porque ele tinha um carácter muito violento, dominador e impetuoso, mas conseguiu se impor através da força, em seguida xangô foi para oyó, junto com seu povo e ai criou um bairro que recebeu o nome de kossô, conservando assim o título de obá de kossô.
          Dadá ajaká, filho mais velho de oraniam e irmão de sangue de xangô, reinava em oyó e por ser muito calma e pacífico, não tinha energia que se precisava na época para ser um chefe ou rei, xangô destronou seru irmão e dadá-ajaká exilou-se durante 7 anos em igbô, mais tarde quando xangô deixou oyó, ele retornou a reinar, só que desta vez diferente, guerreiro e muito valente, indo também contra familia materna de xangô, atacando os tapas. Xangô teve 3 esposas, oyá, oxum e obá, seus nomes derivam dos rios dos mesmos nomes, xangô era muito atrevido e violento, porem grande, justiceiro, sempre castigando os ladrões e mal feitores.

XANGÔ

           Deus do raio e trovão, da justiça e do fogo, é um orixá temido e respeitado, é víril e violento, reinou por 14 anos em oyó, seu principal símbolo é o oxé (machado de dois gumes) e o xérem, feito de uma cabaça alongada com pequenos grãos de areia, que quando agitados produzem um barulho semelhante a chuva, seu dia votivo é a quarta-feira, sua cor é o vermelho e branco, sua saudação é KAO KABIECILE ou OBANIXÉ KAÔ, seu assentamento é feito na gamela redonda.


CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE XANGô

      Os filhos de xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos, honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de irá e violentos, os filhos de xangô são tidos como sendo grandes conquistadores. Xangô possui 12 ministros que são:
         Os da direita, são os que podem empunhar o xeren ou seja tem direito de voto e os outros da esquerda não tem o direito de voto.
         Os da direita são: OBA ARÉ, OBA KANKANFÔ, OBÁ TELÁ, OBÁ OBIODUN, OTUN OBÁ AROLU, OBÁ ODOFUN.
           Os da esquerda são: OBÁ ANANSOKUN, OBÁ OLOGON, OBÁ ONIKOYI, OBÁ SOORUN, OBÁ ARESSÁ, e OBÁ ELERYIN.   

ALGUMAS QUALIDADES DE XANGô:

                aganjú, baru, agodô, obakossô, ofonjá, oranfé, alafin, olorokê, sobô-adan, abomi, sobô, lawfin, guerê, amorim, woworo, badesi, ajakabâni, existem ainda os ayrás, a direrença entre ayrá e xangô, é que um foi rei, usa coroa e outro usa tiara arcada, os airás são: intilê, osuiburu, igbonãn, mofé, epomin, adjaoci e etc....



IÊMANJA (ITAN)






         Iêmanjá era filha de olokun, deus em benin ou deusa em ifé. Iêmanjá foi casada com urumilá, deus da advinhação, mas tarde casou com olofin, rei de ifé, com quem teve 10 filhos, que corresponde aos orixás.
          Cansada de ser oprimida por seu esposo fogem em direção ao oeste, olokun derá uma garrafa com um preparo para user se precisasse, ela deveria quebrar somente em caso de extremo perigo. O rei de ifé colocou seu exército a procura de sua mulher, iêmanjá cercada resolve então quebrar a garrafa que seu pai deu, no mesmo instante criou-se um rio, levando iêmanjá para o oceano, iêmanjá representa a maternidade e fecundidade.

IÊMANJÁ

           Deusa da nação de egbá, nação esta yorubá onde existe o rio iêmanjá, no Brasil rainha das águas salgadas, muito respeitada e cultuada, como mãe de quase todos os orixás, por isso, ela também pertence a fecundidade. O seu dia votivo é comemorado no dia 02 de fevereiro ou no dia 31 de dezembro, como em algumas nações do candomblé, é protetora dos pescadores e jangadeiros. Come ovelha, galinha, pata, angolista, pombos, arroz branco, cangica, cocadas e adora flores e perfumes.

              Suas cores são o azul e branco água, sua saudação é ODOIÁ ou ODOCIABÁ, suas ferramentas são âncora, o leme, anel, brincos, pulseiras e etc...

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IÊMANJÁ

               As pessoas de iêmanjá são, sérias, impetuosas, dominam a todos e fazem-se respeitar, dificilmente perdoam os erros dos semelhantes, gostam de testar as pessoas, seu temperamento é muito dificil, são bravos, nervosos, mas possuem um coração grandioso, são dedicados aos parentes e amigos, preocupam-se com os outros e consigo, gostam das coisas luxuosas, são honestas, gostam da casa e da família, são ótimas mães e pais.



LOGUN-EDÉ (ITAN)




         Seu dia votivo é a quinta-feira, sua cor é o azul turquesa e o amarelo ouro, sua  saudação é LOCI LOCI, seu domínio são as matas e as cachoeiras. Erinlé uma qualidade de Oxossi teria tido um filho com oxum que seria logun. O orixá representaria o príncipe das matas e caças, já que o seu pai Oxossi é o rei.te seis meses do ano vive nas matas com seu pai e outros seis meses na cachoeira com sua mãe. Seu axé é concentrado em dois otás retirado um das matas e outro da cachoeira. Nas danças ora dança como seu pai e ora dança como sua mãe, como se tivesse se banhando, logun tem um gênio imprevisível, às vezes faceiro e coquete com a mãe ou solitário  como o pai.


CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE LOGUN-EDÉ

         Desembaraçado, move-se com graça, elegância e refinamento. Tem muita sorte na sua vida. Evita o contato com o sofrimento humano. Superimaginativo, destaca-se nas artes em geral, como música, teatro e dança. É admirado por sua suavidade, inteligência e sensibilidade.
         Extremamente exótico é um camaleão, muda de personalidade como quem muda de roupa. Esta sempre de bom astral, otimismo é sua palavra-chave.



OXUM (ITAN)

   


    Logo que todos os orixás chegaram a terra, organizaram reuniões que as mulheres não podiam participar.

Oxum revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve se vingar tornando estéreis todas as mulheres, alem de impedir que todas as atividades desenvolvidas saíssem favoráveis.
         Olodumarê foi procurado pelos orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberam nas reuniões, olodumarè perguntou a eles se oxum participava das reuniões, foi quando os orixás lhe disseram que não, explicou-lhes então, que sem a presença de oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo.
         Os orixás convidaram oxum para participar de seus trabalhos e reuniões e depois de muita insistência oxum resolve  aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada de iyalodê, título conferido a pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.


OXUM (RIO QUE PASSA POR OXOGBO, CIDADE NIGERIANA)

         Nome de um rio na Nigéria em igexá, segunda mulher de xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. A oxum pertence o ventre da mulher o mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona dos rios e cachoeiras, gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc. Come: porco, cabra, d´angola, frangas, pombo, marreca, frutas, quindins e outros doces. Sua cor é o amarelo ouro, seu dia da semana é o sábado, sua saudação é ORA IEIEÔ ou OMIÔ. Suas ferramentas são: coração, estrela, pulseiras, leque, corrente e brincos de ouro, moedas, búzios e espelho.


CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUM

         As pessoas de oxum são vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto, são boas mães, dona de casa e companheiras, despertam ciúme nas mulheres e se envolvem em intrigas, são choronas e adoram crianças.


sábado, 15 de junho de 2013

EWÁ (ITAN)


EWÁ (ITAN)


         Ewá era filha de obatalá e vivia com o pai em seu palácio, era uma jovem linda, inteligente e casta. Ewá nunca havia demonstrado interesse por homem algum, um dia chegou ao reino um jovem de nome BOROMU. Dias depois todos já cochichavam que ewá estava enamorada do forasteiro.
         Obatalá riu-se da história, pois confiava em sua filha, obatalá garantiu que ela ainda era uma flor nova e não queira experimentar desse encanto. Passado algum tempo, ewa mudou, tornou-se triste, distante e distraída.
         Obatalá fez tudo para fazer a filha novamente feliz e enviou a filha á terra dos homens, ele não sabia que ewa carregava um filho em seu ventre. Uma noite, ewa sentiu as dores do parto e  fugiu do palácio. O rei foi informado do sumiço de ewa e logo mobilizou todo o reino para  encontrar sua filha. Boromu soube da fuga e partiu para procura-la. Acabou por encontrar ewa desfalecida no chão de terra, coberta apenas por uma saia bordada com búzios. Ewá despertou e contou-lhe o ocorrido, fugira com vergonha de apresentar-se ao rei, sentiu então a falta do rebento e perguntou por ele a BOROMU. Querendo que ewa retornasse ao palácio escondera o recém-nascido na floresta. Mas quando o procurou já não mais o encontrou. Pois perto do lugar onde deixou o filho, vivia Iemanjá. E iemanjá escutou o pranto do bebê, o acolheu e prometeu cria-lo como seu próprio filho. Ewá nunca mais encontrou seu filho. Tempos depois ewa foi ao palácio pedir perdão ao pai, mas o rei ainda estava irado e a expulsou de casa. Naquele dia ewa partiu envergonhada. Cobriu seu rosto com a mesma saia bordada de búzios e foi viver no cemitério, longe de todos os seres vivos, E nunca mais viu seu filho, ele foi criado por iemanjá. Ninguém sabem quem é a mulher do cemitério, de onde vem e por que ali está. Tudo o que ocorreu é o seu segredo.
         Ewá numa manhã alegremente em meio à névoa, quando apareceu uma figura feminina enredada na brancura da manhã, ela perguntou-lhe por que dançava e tocava naquele lugar. Xangô sempre petulante, respondeu-lhe que fazia o que queria e onde bem lhe conviesse. A mulher respondeu-lhe que ali ela governava e desapareu aos olhos de xangô. Mas ela lançou sobre xangô os seus eflúvios e a nevoa dissipou-se, deixando ver as sepulturas. Xangô era poderoso e alegre, mas temia a morte e os mortos, os eguns. Xangô sentiu-se aterrorizado e saiu dali correndo. Mais tarde xangô foi à casa de orumilá se consultar e o velho disse-lhe que aquela mulher era ewa, a dona do cemitério.Ele estava dançando na casa do mortos, xangô que sentia pavor da morte desde então nunca mais entrou num cemitério, nem ele, nem seus seguidores. Ewa era uma linda mulher que morava num reino distante de ifé. Com seu jeito de princesa, causava admiração por onde passava. Vivia a margem de um rio e podia invocar as forças dos ventos e das chuvas para favorecer as colheitas. Um dia, quando se banhava no rio, um arco-íris se formou diante dela. A imensidão da luz impressionou ewa a qual sentiu que alguém a protegia e envolvia. Correu para contar aos outros habitantes da região o que presenciara,mas, assim que deixou a água, olhou para trás e viu que o arco-íris desaparecera, restando apenas algumas moedas no local. No outro dia, a cena se repetiu. Ela seguiu então em direção ao rio para ver onde terminava o arco-íris. Nadou por três dias e três noites, ate chegar à outra ponta, lá havia uma coroa de ouro, que ewa cheia da curiosidade, tomou nas mães. Então oxumaré, o orixá da riqueza apareceu diante dela, dizendo-se encantado com sua beleza, ewa se apaixonou pelo deus e pediu-lhe que a transformasse num orixá. Assim transformou-se numa cobra, vivendo para sempre com oxumaré.
        

EWÁ


         Yewá é um orixá feminino, divindade do canto, das coisas alegres e vivas, Dona de raro encanto e beleza, é considerada como a rainha das mutações, das transformações orgânicas e inorgânicas. È orixá que transforma a água de seu estado líquido para o gasoso, gerando nuvens e chuva. Quando olhamos para o céu e vemos as nuvens formando figuras animais, objetos, pessoas, ali está a magia e o encantamento de ewa evoluindo e desenhando no céu. È a deusa do que é belo, dando cores aos seres tornando-os vivos e bonitos. Esta ligada com a alegria, regendo com ibeji o que se tem ou oque se seja ser feliz. Filha mais nova de nana, gêmea de oxumaré, irmã de obaluaê e ossâe. É a cobra fêmea do candomblé, que não dorme, sendo portanto a senhora das vistas.
OBÁ (ITAN)




         Quando se tornou a terceira mulher de xangô, surgiu uma rivalidade dentre ela e oxum. Uma era jovem, muito bonita e elegante, e oba era mais velha.
         Xangô muito guloso, gostava de receitas de cozinha, que eram utilizadas por oxum. Oxum irritada resolveu pregar uma pela a oba e convidou-a que viesse assistir como se preparava os pratos que oferecia a xangô. Oba muito inocente aceitou o convite, e foi então que oxum com uma trunfa cobrindo as orelhas fazia uma sopa na qual boiava dois cogumelos, oxum mostrou a oba dizendo que tinha cortado suas orelhas para oferecer a xangô. Xangô veio e tomou  a sopa satisfeito, após retirou-se apressadamente em companhia de oxum. Oba vendo aquilo, resolveu colocar em pratica  a receita maravilhosa que oxum lhe ensinara. Oba cortou uma de suas orelhas e cozinhou-a com a sopa que iria servir a xangô, não gostou de ver oba com a orelha decepada e achou repugnante o que oba lhe serviu.
         Oxum resolveu aparecer e tirar o lenço, mostrando a oba que suas orelhas estavam intactas e que não passava de uma peça que ela lhe ensinara.
         Oba furiosa, trava luta corporal com oxum, xangô irritado, fez explodir seu furor, oxum e oba apavoradas fugiram e se transformaram nos rios que levam seus nomes.

OBÁ (RAINHA)

         Deusa do rio niger, pois existe de fato rio com seu nome, terceira mulher de xangô, orixá embora feminina, temida, forte, enérgica, considerada mais forte que muitos orixás masculinos. Por motivo que a lenda nos conta, oba não possuía uma orelha por ter cortado para oferecer como comida especial a xangô, como se fosse seu prato predileto e que foi uma peça que oxum passou, dizendo que assim conquistaria o amor de xangô. Oba come: cabra mocha, d´angola, frangas, frutas, acarajé, canjica cozida com salsa, pombas, coco, sua cor é: o coral, seu dia votivo é a quarta-feira. Suas ferramentas são: a espada, navalha, roda de madeira e búzios, sua saudação é OBÁ-XIRÊ OU OBÁ CIÔ.


CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OBÁ


         As pessoas pertencentes a este orixá são lutadoras, bravas, um tanto agressivas, o que as levam a serem pouco compreendidas, freqüentemente tendem a terem experiências infelizes e amargas. São ciumentas, pois são muitos zelosos com tudo que lhe pertencem, porem pessoas de grande valor e dedicação tendem a alcançar seus ideais no sentido mais material do que sentimental.
NANÃ-BURUKÊ (ITAN)



 





 



         Seu dia votivo é a sexta-feira, sua cor é o lilás, sua saudação é salubá nana. É um orixá feminino de origem daomeana que foi incorporado há séculos pela mitologia iorubana, quando o povo Nagô conquistou o povo de daomé. Assimilando sua cultura e incorporando  alguns dos orixás dominados, por sua mitologia, já estabelecida. Nana teria o mesmo posto hierárquico de Oxalá ou até mesmo de olorun.
         No daomé era apresentada como orixá masculino ou assexuado, pai ou mãe de todas as coisas, seres e orixás. Nana é sempre associada à maternidade, é um dos orixás mais velhos da água, associado à água do céu e a da lama, teria o poder dar vida  e tirar a vida, forma os seres humanos. È uma figura muito controvertida no panteão africano, ora perigosa e vingativa, ora pateticamente, desprovida de seus maiores poderes.
         Seus adeptos dançam devotando-lhe muito respeito, seus movimentos lembraram o andar de uma senhora idosa, com passos lentos, o corpo curvado para frente e apoiada no Ibiri. É considerada a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: IROKO, OBALUAÊ e OXUMARÉ.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ-BURUKÊ

         Seus filhos têm uma memória excelente e demonstram curiosidade em relação a todos os assuntos, principalmente os místicos. Peritos em auto preservação, reservados, guardam para si qualquer tipo de ambição ou ideal.


OXUMARÉ (ITAN)




         Orixá cuja ocupação principal é a de dirigir as forças, que produzem movimento, ação e transformação, por ser um casal e um orixá encantado tem a natureza dupla, é representado na mitologia daomeana por uma cobra e o arco-íris que significam a renovação e substituição. Tem como incumbência levar as águas da cachoeira para o reino de Oxalá no orum (céu).Nas lendas oxumaré é filho de nana e oxalá.


CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUMARÉ


         Enigmático, agraciado com o dom de sabedoria inata é um místico de nascença, tende a apresentar problemas de visão como o estrabismo, que geralmente cede em alguns anos de vida, seu dia votivo é a terça-feira, sua saudação é ARROBOBÔI.

sábado, 8 de junho de 2013






Obaluaê, originário de tapa, leva seus guerreiros para uma expedição aos quatro cantos da terra. Uma pessoa ferida por suas flechas ficava cega, surda ou manca, Obaluaê, xapanã ou Omulu, chega ao território de mahi no norte de daomé, matando e dizimando todos os seus inimigos e começa a destruir tudo o que encontra a sua frente. Os mahis foram consultar um babalaô e o mesmo ensinou  como acalmar Obaluaê.
         O babalaô diz-se que estes deveriam trata-lo com pipocas, que isso iria tranqüiliza-lo e foi o que aconteceu obaluaê tornou-se dócil, contente com as atenções recebidas, mandou construir um palácio onde foi e não mais voltou ao país. O mahi prosperou e tudo se acalmou, obaluaê continua sendo saudado como IA TOTÔ, IA TOTÔ.

OBALUAÊ (SENHOR DA TERRA)
         Deus da peste, da varíola e das doenças contagiosas, também é considerado o medido do espírito e da matéria. Possui poder de curar todas as doenças de pele, feridas, etc. Tem como símbolo à vassoura de  tecido com todas as cores ou de palha da costa, que também lhe pertence, come: Bode, galos, D´angolas, pombos, porcos, pipoca (duburu) e frutas. Seu dia votivo é quarta-feira, suas cores são: branco, vermelho e o preto, suas ferramentas são: xaxará, corrente de aço, búzios, moedas, fisgas de 7 pontas e minerais.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OBALUAÊ


         As pessoas que pertencem a esse orixá são: Na maioria das vezes tristes, desanimadas e mesmo quando as coisas estão correndo bem, se mostram insatisfeitas, vivem muito os problemas dos outros, o que lhes causa muita insatisfação intíma, são bons pais e mães, tem boa situação financeira.

OXOCE

OXOCE (ITAN)






         A cada ano após a colheita, o rei de igexá saudava a abundância de alimentos com uma festa, oferecendo a população inhame, milho e coco. O rei comemorava com sua família e seus súditos, só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas com desconsideração enviaram a festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo e impedindo que a cerimônia fosse realizada. O rei mandou chamar os melhores caçadores da cidade, o primeiro tinha vinte flechas, ele lançou todas elas, mas nenhuma certou o grande pássaro, então o rei aborreceu-se, mas mandou-o embora.
         Um segundo caçador se apresentou, este com quarenta flechas, o fato repetiu-se novamente e o rei mandou prende-lo.
         Bem próximo dali vivia Oxossi, um jovem que costumava caças a noite, antes do sol nascer, ele usava apenas uma flecha vermelha. O rei mandou chamá-lo para dar fim ao pássaro. Sabendo da punição imposta aos outros caçadores, a mãe de Oxossi temendo pela vida do filho, consultou um babalaô e os obis mostraram que , se fosse feita uma oferenda para as feiticeiras, ele teria sucesso. A oferenda consistia em sacrificar uma galinha, nesse exato momento Oxossi deveria atirar sua única flecha, e assim o fez, acertando o pássaro bem no peito, o rei ficou muito agradecido pelo feito deu ao caçador metade de sua riqueza e a cidade de keto “TERRA DOS PANOS VERMELHOS”, onde Oxossi governou até a sua morte, tornando-se depois um orixá.
OXOSSI (CAÇADOR NOTURNO)
          Oxossi é filho de Oxalá e iemanjá, irmão de ogum e exu seu dia votivo é quinta-feira, sua cor é o azul claro, sua saudação é OKÊ ARO, seu local de domínio é as matas e a caça, instrumento ofá (arco e flecha).
         Irmão de ogum e exu é um guerreiro solitário, não lida ou comanda exércitos como ogum, mas luta pela sobrevivência da tribo, pois dele depende seu sustento, seu símbolo é ofá, geralmente de ferro. Como orixá sua responsabilidade em relação ao mundo e garantir a vida dos animais, que somente são sacrificados por absoluta necessidade de alimentação.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXOSSI

         São joviais, rápidos, espertos, tanto mentais como fisicamente, são carismáticos, emotivos, intuitivos e carinhosos. Adora o público, ator notável e criativo. É um homem do mundo, um andarilho, adora dar presentes.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

OFERENDAS e EBÓS


OFERENDAS e EBÓS

         Os ebós são oferendas  feitas para os orixás, odus, eguns e outras divindades para diversas finalidades, sejam elas feitas para resolver algum problema, sejam feitas em forma de agradecimentos de alguma graça atendida, por alcançar algum objetivo ou simplesmente para agradar as divindades que orá esta sendo cultuado. O principio  do candomblé baseia-se no ebó, nas oferendas obtendo a redistribuição do axé e mantendo seu equilíbrio vital.
         Através da hierarquia, todo ebó a ser ofertado para que o orixá tome conhecimento, devemos invocar a energia de outros orixás, que tem o papel de servirem de interligação entre nós e as divindades africanas.

OBSERVAÇÕES:

         Quando for preparar uma comida de santo, deverá fazer vestido de branco ou roupa clara, deixar sempre uma vela branca acesa , com um copo d´agua ao lado.

Ebó: limpeza de aura das energias negativas (eguns, doenças, feitiços e etc...)
Abo: banhos de ervas maceradas para limpeza de aura.
Oferenda: comida ofertada aos orixás
Pemba: favas raladas com giz.




DISTRIBUIÇÃO DOS NEGROS POR NAÇÃO


DISTRIBUIÇÃO DOS NEGROS POR NAÇÃO

         Baseado nos contratos de compra e venda de escravos, entre 1838 a 1860, extraídos do arquivo Municipal da cidade de Salvador:
         Indica os seguintes números:
         Nagô (2049), djedjê (286), mina (117), Calabar (39), benim (27) e cachéu (12), 3600 de origem sudanesa; e angola (267), cabinda (65), congo (48), benguela (29), gabão (5), cassange (4) e Moçambique (42), ou seja, de origem banto.


NAÇÕES DE CANDOMBLÉ


ALGUMAS NAÇÕES DO CANDOMBLÉ

NAÇÃO KETO: A nação keto predominan os orixás e ritos de iniciação de origem ioruba, quando se fala em candomblé, geralmente a referência é o candomblé de keto e suas antigas roças são as mais conhecidas: Casa branca do Engenho Velho e duas derivadas da Casa Branca, o axé Opô Afonjá e o Gantois. O keto é de origem bantu. As seguintes nações são de origem ioruba, ou nagô, como efá e ijexá na Bahia, nagô ou ebá em Pernambuco, oió-ijexá (Batuque no Rio Grande do Sul), mina-nagô no Maranhão e a quase extinta nação xambá de alagoas e Pernambuco.
NAÇÃO ANGOLA: É de origem bantu, adotou o panteão dos orixás iorubas, embora os chame pelo nome de seus esquecidos inkíces, divindades bantus, sua línguas são o quimbundo e quicongo. O candomblé de caboclo é uma modalidade da nação angola. Há outras nações menores de origem bantu, como o congo e a cambinda, hoje quase inteiramente absorvidas pela nação angola.
NAÇÃO JEJÊ: A nação jejê-mahi do estado da Bahia e o jejê-mina, do Maranhão, derivam suas tradições e língua ritual do ewê-fon ou jejês, como já eram chamados pelos nagôs e suas divindades centrais são os voduns. A palavra jejê vem do ioruba adjeje que significa estrangeiro ou forasteiro, portanto, não existe e nunca existiu nenhuma nação jejê em termos políticos. Os povos jejês se enumeraram muitas tribos e idiomas, como AXANTIS, GANS, AGONIS, POPÓS e CRUS etc...

NAÇÃO EFON: Em primeiro lugar vamos à origem na África, mais exatamente em Ekiti-Efon (não confundir com Ile Ifon, a terra de Osalufon) de onde vem um termo muito usado entre os Efon no Brasil "Lu Lokiti Efon" e onde reina absoluta aquela que é a rainha da nação no Brasil, Efon, ou seja, Osun, pois é bom esclarecer que Osun, nossa matriarca, é nascida em Ekiti-Efon, onde ela era considerada a mãe de Yemonja e do Awujale de Ijebu-Ere, no estado de Ekiti (Onadele Epega). Para concluir podemos traduzir o nome da divindade Efon dos tempos Lailai como sendo Osun, nome de seu rio e onde guardava seus tesouros, companheira inseparável de Oloroke que é seu pai, ficando assim esclarecido o porque da casa chamar-se terreiro do Oloroke e Osun ser a dona do Asé, sendo ele louvado juntamente com Osun nos nossos principais ritos. Pois bem, foi desta localidade, que veio para o Brasil na condição de escravos por volta de 1850 um Tio Africano conhecido como Baba Irufa, filho de Osun e iniciado para Ifa, portanto um Babalawo que no Brasil passou a chamar-se José Firmino dos Santos ou tio Firmo, juntamente com uma princesa do Ekiti-Efon de nome Adebolui iniciada em sua terra natal para o orixá Oloke, que no Brasil passou a chamar-se Maria Bernarda da Paixão, a Maria Violão, alcunha que ganhou por ter um corpo muito bonito, e é dito ainda por uma fonte do Axé Pantanal do falecido Cristóvão Lopes dos Anjos, que veio ainda junto com eles uma filha de Tio Firmo que atendia pelo nome de Asika, a existência desta Asika não é confirmada em Salvador por algumas pessoas antigas ligadas ao Asé. Existe uma outra possibilidade de que Baba Irufa e Asika sejam a mesma pessoa, sendo Baba Irufa seu titulo de Ifa e Baba Asika seu nome ou ainda um outro titulo.
Mesmo antes de serem libertos já promoviam encontros e Maria Bernarda da Paixão participavam de encontros, pois faziam parte da Irmandade da Igreja da Barroquinha (pesquisa de campo em Salvador) onde se reuniam os fundadores da Casa Branca do Engenho Velho e segundo pessoas antigas, Maria Bernarda da Paixão era prima carnal da p rimeira Yalorisa da Casa Branca. Por volta de 1860 Tio Firmo e Maria Bernarda fundam o Asé Oloroke no endereço acima citado no engenho velho de Brotas, onde encontra-se até hoje, plantando ali o Asé de Osun e com isto além de fundar uma casa fundam também a Nação Efon. Mais tarde tio Firmo passa a viver maritalmente com Maria Bernarda da Paixão que era sua governanta e passam a dividir as funções do Asé. Acredita-se que nesta época ambos já eram libertos.
Os Igbas ou assentamentos dos orixás foram trazidos da África e estão até a presente data preservados no Ile. La encontra-se a Osun de Tio Firmo e Oloke de Maria Bernarda entre    outros Matilde de Jagun. Apesar da libertação dos escravos, a perseguição a cultos Afros foi intensa e conta-se que Tio Firmo foi preso por várias vezes.
A árvore do Iroko, um dos símbolos da casa, foi plantada após a libertação dos escravos, mas bem no final do século XIX, e a muda do Iroko veio da Casa de Osumare.
Outra história interessante do Iroko do terreiro do Oloroke, é que onde ele foi plantado era caminho das pessoas, pois ainda não haviam muros nem cercas e foi debaixo do Iroko da casa, que a finada Mãe Runho da nação Jeje deu a luz a Nicinha Lokosi e esta informação pode ser confirmada por Nenê de Osagiyan neto carnal de Runho e por outros antigos ligados ao Bogun. Por volta de 1905 morre tio Firmo que ainda em vida já tinha passado a casa para Maria Violão, sendo esta a segunda pessoa a sentar-se como mãe da casa. Maria Violão iniciou várias pessoas entre os quais podemos citar Mãe Milu que foi a Ya kekere do Asé, Matilde de Jagun (Baba Oluwa) sua sucessora e terceira mãe da casa, Cristóvão Lopes dos Anjos de Ogun Já, Ogan e mais tarde Asogun sendo também o Olowo do Ile e a quarta pessoa a governar o Asé, Celina de Yemonja (esposa de Cristóvão), Paulo de Sango, filho carnal de Mãe Milu, Crispina de Ogun, a quinta pessoa a governar o Asé, e muitos outros. No dia 4 de outubro de 1936 morre Maria Bernarda da Paixão aos 94 anos de idade.
Após muitas divergências assume a casa Matilde de Jagun, Baba Oluwa, que fez muitos iyawo entre os quais Noélia de Osun e Emiliana também de Osun. Mãe Matilde vem a falecer no dia 30 de outubro de 1970 aos 67 anos de idade.
Crispina de Ogun Após o falecimento de Matilde quem assume a casa é Cristóvão de Ogun que faleceu no dia 23 de setembro de 1985 aos 83 anos de idade. Após a morte de Cristóvão, graças ao esforço de Maria de Sango (sua herdeira no Asé Pantanal), sentou-se na cadeira de Yalorisa do Terreiro do Oloroke, Mãe Crispina de Ogun e Mãe Maria de Sango foi quem dirigiu os ritos de posse da nova Yalorisa. Após a morte de Mãe Crispina, a cadeira está a espera de uma nova Yalorisa até a data de hoje. Bem, não podemos nos esquecer de duas casas tradicionais de Efon a quem, os Omo Efon, devem muito. Uma das casas já completou 50 anos de fundação, é o 'Asé Pantanal' como é conhecido e dirigido pela Yalorisa Maria de Sango. A Outra casa que também é um reduto de Efon é o "Ile Ifa Monjé Gibanawe" do conhecido Babalorisa Alvinho de Omolu. Aqui esta um pouco da história, da nação efon.
Asé a todos.

 MARIA CRISPINA DE OGUM
MARIA BERNARDA DA PAIXÃO

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

BOLAR NO SANTO

"Bolar", ou "cair no santo", é indício da necessidade da futura iniciação. Geralmente acontece quando a pessoa participa de um "toque" e o orixá a incorpora, ainda no estado denominado de "bruto".
A pessoa passa por um desmaio ou perda dos sentidos. Nesse momento o Òrìsà se faz presente. Por não ter sido devidamente feito, não há reações, tais como, andar ou algum tipo de comunição, mesmo através de simples atos como de balançar a cabeça respondendo as perguntas feitas.
Nessa hora, a pessoa é normalmente recolhida ao quarto de santo, onde o zelador reza, e faz desta forma, a comunicação com o Òrìsà, dizendo entender o que o Òrìsà quer de seu filho.
O filho é acordado, e se explica qual à vontade do Òrìsà. Ressalta a responsabilidade de ser filho de um Òrìsà. Chegando a um comum acordo, determina-se o tempo para que possa fazer os devidos preparos para que o mesmo seja iniciado.
Há casos em que o Òrìsà já tenha dado vários avisos ao filho em questão, e o mesmo não aceita mais dar tempo a seu filho. Nesse momento o filho do Òrìsà é levado imediatamente ao ronko, e ficará recolhido sem contato com mas ninguém, salvo pessoas da família que devem ser avisadas sobre a questão e que ajudarão o iniciado, na compra dos materiais necessários para a feitura.
Depois de acordar o filho, o zelador consulta Ifà para fazer o reconhecimento do Òrìsà para que possa gerar a lista de materiais necessários a feitura, tais como, folhas, quartilhões, ferramentas, pratarias, fios etc.
Já recolhido, o abiã é apresentado a todos na família e passa a aprender as práticas ritualísticas de seu novo Axé.
Durante esse tempo o Abiã aprende de que forma deve proceder dentro do Axé e conhece a hierarquia da casa. Aprende todos os comprimentos feitos e as pessoas as quais tem a suas funções específicas, tais como, Ekedi, Ogãn, e o porque do respeito com tais pessoas. Aprende a cantar aos Òrìsàs, cores, rezas, comidas, ervas e cantigas.
Inicia-se então na vida do Abiâ, uma grande caminhada em busca do conhecimento que NUNCA ACABA.

Àsè Ò!

HIERÁRQUIA E ORGANIZAÇÃO NO CANDOMBLÉ


         O candomblé é uma religião progressiva, sua organização estabelece a partir de um conceito       peculiar de hierarquia, adquirindo com o tempo     e as obrigações, o direito de participar e ver rituais, com isso,    mais conhecimento.
         Um caminho interessante para se constatar isso é a observância sobre o fio-de-contas que, é uma marca dos vodunsi antigos e uma fonte de axé. O colar ao ser imerso em folhas quinadas (abo), transforma-se numa identificação do yâo e seu lugar na comunidade. O luto no candomblé é o branco pois, representa o retorno do individuo a massa de sua ancestralidade. Por isso o 1º fio de conta que se recebe é o branco de Oxalá, simboliza e caracteriza o abiã como candidato a iniciação.
         Após a obrigação de 03 anos, é comum ao ainda yâo, já com alguma graduação, ser presenteado com algumas contas mais enfeitadas, adquirindo o direito de criar para si colares mais rebuscados com miçangas pouco maiores e até alguns corais, primando ainda pela discrição.
         Após a obrigação de 07 anos,  o agora Ebomi, adquire adornos que o identificam como tal: o rungébre, o lagdbá, o brajá, o âmbar, o monjolo, os corais. O Ebomi já conhece seus fundamentos, por isso, a liberdade.

            O ebomi dever ser um exemplo pra o yâo, principalmente no que tange ao manuseio de sua própria liberdade e a adequação as situações, dentro e fora da comunidade.